Rolou em São Paulo, na última terça-feira, 29 de outubro, a terceira edição do Rock Station e o Cansei de Ser Pop esteve lá conferindo tudo para vocês.

Com ingressos esgotados, o festival lotou desde cedo o Espaço das Américas com um público animado para curtir os shows de Bad Religion e The Offspring, que há 20 anos não tocavam juntos no Brasil.

A noite começou com a apresentação vigorosa da atual turnê do Bad Religion, que por 1h30 passeou por hits como “21st Century“, “Fuck You“, “Recipe for Hate“, “I Want to Conquer the World“, “Infected“, “Generator“, “Los Angeles is Burning” e “Sorrow“. 


Tocaram ainda algumas do álbum mais recente (“Age of Unreason”, 2019), como “Chaos from within“, que foi bem recebida pelos presentes.

A banda, sempre interagindo com a plateia, mostrou estar mais em forma do que nunca com um som seguro e poderoso, letras politizadas e postura contestadora que influenciam gerações há 40 anos.

 Prova disso foi quando, durante o show, o vocalista Greg Graffin se juntou ao público que em coro protestava contra o governo brasileiro.

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Os californianos, cujo último show no país foi há dois anos, fecharam o show com American Jesus, para a explosão das rodas que se abriram no meio da pista.

Logo após foi a vez do Offspring subir ao palco. Ainda que o álbum mais recente já tenha sete anos, o grupo arrastou um público fiel e transformou o Espaço das Américas em festa ao entoar hinos que fizeram parte da adolescência de qualquer um que tenha crescido nos anos 90 e ’00.

Desde o início, os presentes pulavam sem parar e cantavam a plenos pulmões músicas como “Americana“, “All I Want“, “Come Out and Play“, “Want You Bad“, “Genocide“, “Staring at the Sun“, “Bad Habit“, “Why Don’t You Get a Job“, “(Can’t Get) My Head Around You“, “Pretty Fly (For a White Guy”) e “The Kids Aren’t Alright“.

Teve espaço também para covers de Ramones (“Blitzkrieg Bop“) e AC/DC (“Whole Lotta Rosie“) e para uma bela versão ao piano de “Gone Away“, que nem em uma versão mais calma conseguiu desacelerar a plateia.

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A banda ainda tocou uma inédita, “It Won’t Get Better“, que deve entrar no próximo álbum. 

No meio do show, nesmo com o calor insuportável que fazia em São Paulo e o ar condicionado da casa não dando vazão, abriu-se um corredor de mosh que ia do palco até o fim da pista premium.

Animados, o vocalista Dexter Holland e o guitarrista Noodles não davam descanso ao público, conversando, provocando e agradecendo a todo instante aos presentes.

Noodles também fez questão de pedir aplausos por Dexter ser responsável pela autoria da maior parte das músicas do Offspring, no que o vocalista agradeceu por enfim ter voltado ao país – o último show havia sido no Rock in Rio 2017.

A banda encerrou com “Self Steem“, que fechou com muita competência uma noite de muito suor, nostalgia e celebração ao punk rock.

Por: Ana Felix (@ana_csfelix)
Fotos: Ricardo Cardoso/Espaço das Américas

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