31.3.18

Não aceite nada pela metade!



Quando somos adolescentes qualquer pessoa que demonstra um pouco de afeto e diz que te ama é o suficiente para você se derreter. Aquele garoto bonito da escola, aquele rapaz que mora na sua rua, aquele que pega o mesmo ônibus todos os dias pra ir à aula de inglês.

Qualquer pessoa bonita e demostre um carinho a mais é suficiente para encher seu coração e você se sente a pessoa mais importante do mundo.

Quando seu coração ainda jovem é quebrado, começa a perceber que as coisas não são bem assim. Aí começa a ficar um pouco mais exigente e questionar a forma como as pessoas te tratam, você começa a olhar com outros olhos pra si.

Na adolescência, nos colocamos em segundo plano por um amor. Na juventude, nos colocamos na frente, mesmo assim ainda nos importamos com os outros. Quando finalmente chegamos à fase adulta pensamos em nós mesmos.

O tempo é mais curto do que parece ser, uma pessoa qualquer não tem mais tanta influência na sua vida e isso já não importa. Um selinho de despedida se não for intenso e verdadeiro não precisa ser dado, selecionamos melhor as pessoas que vão nos tocar e entrar no nosso mundo, você já não permite que balancem a suas emoções como na juventude.

O sexo adulto ele é pra te satisfazer e não para satisfazer o próximo. Se os dois ficarem satisfeito, ótimo! Caso o contrario problemas.

Se adulto é acima de tudo ser meio egoísta. Sim, egoísta!

Chega uma hora que as coisas não vão ser suportáveis porque são rasas, são pela metade e você percebe que já não tem tempo a perder. Você não quer perder o pouco tempo que resta.

Se eu precisasse definir a vida dos seres humanos em uma breve explicação eu diria: A vida é um cronometro regressivo, e quando você percebe, o tempo já está acabando!

Não aceite nada pela metade, nada mesmo!

Só aceite o que for completo, inteiro, fundo e acima de tudo verdadeiro. Não tenha medo de deixar as metades para se completar sozinho. Afinal, quem define o que é solidão, é você.


Por: Diorman Werneck

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