O que ninguém vai contar sobre o prédio que desabou em São Paulo

maio 01, 2018




Na madrugada do dia 01 de maio de 2018, por volta das 1h30 começou um incêndio em um prédio do governo federal que veio a desabar, esse prédio fica no centro de São Paulo, próximo a famosa Galeria do Rock e do Largo do Paissandu. Esse edifício era ocupado por mais de 90 famílias de movimentos sociais que lutam por moradia. O incêndio começou no 5° andar e se espalhou rapidamente fazendo com que a estrutura e a faixada do edifício viesse abaixo. Ainda não se sabe o número de feridos. Segundo o corpo de bombeiros, existe a possibilidade de vítimas soterradas em meio aos escombros.  


Pronto! Esse é o meu papel como jornalista. Agora quero compartilhar a minha opinião sobre essa tragédia


Foto: Reprodução/TV Globo



Em resumo a tudo que passa pela minha cabeça como cidadão de São Paulo, só posso dizer uma coisa: É complicado ser pobre nesse país. Você já não tem saúde, educação, casa e talvez nem emprego.  Quando consegue um “barraco” para dividir com mais de 90 famílias - estou falando de famílias pobres, não são essas famílias de 3 ou 4 pessoas como as das novelas da Globo - você ainda vê o pouco que tem em chamas e caindo aos pedaços.


É engraça como faltando apenas 2 dias para começar a feira do MST lá no parque água branca, uma tragédia dessas tenha acontecido, é engraçado como o tempo todo tentam torna a luta dos movimentos por moradia uma banalidade ou marginaliza-la, quando ter uma moradia é direito de todo ser humano. Não sou eu quem estou dizendo isso não. Tá lá no artigo 17 da declaração universal dos direitos humanos - que o Brasil assinou se comprometendo a seguir.

Lá diz assim:
 "Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros."

Foto: Leonardo Benassatto/Reuters

A luta do MST e das invasões não são apenas para ter um lugar para morar, essa luta é também para fazer valer os direitos básicos de todos os humanos. O que você acha que vai acontecer com essas pessoas? Você acha que alguém vai prestar assistência para elas? Você acha que tem alguém se importando?

Foto: Leonardo Benassatto/Reuters

É difícil acreditar, mas as pessoas não vivem nessas situações por opção. Dúvida?

Olha esses dois depoimentos de moradores do prédio em questão dados ao site G1.

"Eu estava dormindo, acordei meu marido gritando 'fogo, fogo, fogo'. Peguei meu filho e saí. Não consegui salvar os documentos dele, consegui salvar só os meus. Estou aqui no meio da rua, com roupa de dormir, sem nada", contou Crivalda, que morava no prédio que desabou havia 1 ano.

Foto: Leonardo Benassatto/Reuters

"Às vezes ficava dois, três dias sem luz. O pessoal mexia na rede elétrica sem entender", afirmou Antonio, que morou no local de 2015 a 2017, até arranjar emprego e se mudar para Santana.

O depoimento do sr. Antonio só me fez ter certeza de que: As pessoas só precisam de oportunidade para mudar de vida. As pessoas precisam de educação e emprego para viverem com dignidade.

 Segundo o próprio presidente ilegítimo Michel (Fora) Temer, esse edifício pertence a união e estava desativado a mais de 10 anos! 



Foto: Reprodução/Google/TV Globo

Com tanto dinheiro que se desvia desse país, será que não podiam reforma-lo e abrigar essas pessoas?

O meu desejo é que essa tragédia, faça com que os governantes possam enxergar essa população que precisa de assistência e parem de coloca-los de lado. Infelizmente, esse vai ser só mais um capítulo em uma luta tão longa que eles têm pela frente.

É triste, mas essa é a realidade das pessoas que moram nas invasões nas grandes metrópoles do Brasil.

Se você mora em São Paulo, junte algumas peças de roupa que você não usa mais, alimentos não perecíveis, água mineral e leve para as famílias que moravam lá no prédio.

É juntos que mudamos a história!  

Um beijo no coração de vocês. Compartilhem esse texto para que mais pessoas possam tomar consciência da situação dessas pessoas e cobrar das autoridades medidas para evitar que mais prédios venham cair e que mais famílias venham sofrer com a perda de seus entes.


Afinal, todas as vidas importam!

Por: Diorman Werneck




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