CRÔNICA

Uma história sobre o tempo e algumas outras coisas

Acho que no ano de 2009 ou 2010, escrevi um texto sobre o tempo, e se não me falha mais uma vez a minha falha memória, o título dele era “O Ladrão De Tempo”. Em um trecho desse “poema” – não sei se posso chamar aquele texto de poema, afinal eu acho que seria muita prepotência minha chamá-lo assim – dizia a seguinte frase “As horas passam, o tempo não passa, ele voa… E eu ainda perdido no mundo!”.

Quando fiz, 25 anos e isso foi a exatamente 26 dias atrás eu experimentei uma sensação que eu sempre senti, porém dessa vez ela veio com muita intensidade. Eu senti que eu não podia fazer nada devido ao tempo.

No ultimo final de semana encontrei durante a virada cultural uma mãe que foi levar sua filha de 13 anos para assistir alguns shows. Enquanto a mãe da garota foi ao banheiro ficamos conversando. Quando ela me contou a sua idade eu me senti como se eu já fosse um tiozinho dando conselhos para aquela garota, e dizendo pra ela com uma propriedade que eu tenho de sobra!

“Olha, o tempo é ingrato, a gente passa tanto tempo querendo ter 18 anos, e de repente quando você acorda você faz sua vida nunca mais é a mesma…

As contas começam a chegar sozinhas e muitas vezes você nem sabe como elas foram feitas…

…A sociedade será injusta com você, ela vai te obrigar a escolher seu caminho para vida toda em um piscar de olhos e quando você assustar já terá que saber que faculdade cursar, terá que saber onde vai trabalhar e com o que irá trabalhar.

“O tempo como sempre será um ingrato e quanto mais você achar que tem tempo, mais rápido ele vai passar e assim ele vai te enganar.”

E assim passei uns 10 minutos falando na cabeça da menina, coisas que talvez ela nem queria saber e nem precisasse saber através de mim. Afinal, a historia de vida daquela garota de 13 anos que estava com sua mãe esperando para ver o show da Valesca – que a sua mãe nem sabia quem era! – Não é nem será igual minha história de vida. Até por que, cada um de nós tem uma história que muita das vezes podem até ser parecidas, mas nunca serão iguais!

Sei que muitos de vocês que estão lendo esse texto vão parar de ler por aqui, mas de qualquer maneira quero compartilhar com vocês o que sinto aos 25.

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Hoje com meus 25 ano sinto como se não pudesse fazer nada, por que  não sou considerado por muitos um adulto, esses mesmos que não acham que não sou adulto também não acham que sou um jovem, não sei exatamente o que eles acham que sou.

Simplesmente me acho muito maduro e de acordo que a vida vai me pregando peças, (como ela faz com todo mundo) –  vou descobrindo que realmente não sou tão maduro quanto eu penso.

As empresas não acham que tenho capacidade de assumir cargos altos, afinal, apesar de ter uma boa formação, para essas empresas também não sou adulto, para elas sou apenas um jovem com boa formação.

Não me sinto preparado para realizar nenhuma grande obra, até por que nem passa pela minha cabeça de “jovem-adulto” uma grande obra, na verdade o que passa pela minha cabeça são sonhos, muitos sonhos pra ser franco. Não acho que eu tenha capacidade e nem conteúdo para escrever um livro e mudar a história, e muito menos eu acho que eu tenha que viver em busca de dinheiro. Sim! Sinto que é isso que a vida nos obriga fazer, ganhar dinheiro, e como se nada mais importasse.

Para a sociedade tenho a força e beleza da juventude, então ela acha que isso me obriga a trabalhar como um louco e muitas vezes em coisas que nós jovens nem queremos, simplesmente por que temos que ganhar dinheiro.

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Será que o dinheiro é realmente tão importante assim? Para eles é! E nessa busca incansável que temos em ganhar o tão preciso dinheiro nós acabamos nos perdendo e não vivendo o que seria, não sei como posso chamar então vou dizer, o que seria “a melhor fase de nossas vidas” e enquanto isso “Tic-Tac” ele vai… Sim enquanto isso o tempo vai passando, ou melhor dizendo, ele vai voando… E o que estamos fazendo com a nossa vida?

Queria poder parar o tempo e ficar refletindo, mas só de pensar em parar, eu provavelmente já perdi alguns segundo ou até mesmo minutos.

Hoje  tive uma grande reflexão! Lembra que lá no início do texto eu falei que por volta de 2009 ou 2010 eu escrevi um “poema” falando sobre o tempo e que nesse texto eu chamava o tempo de ladrão e dizia que ele era injusto e que ele nunca passava e sim voava?

Quando eu escrevi esse texto eu tinha acabado de ler um dos livros que talvez tenham mudado a minha vida e eu na minha santa ingenuidade da adolescência não tinha prestado a devida atenção a um detalhe, que por menor que seja, ele é capaz de fazer toda a diferença.

E agora eu quero que você leia o trecho abaixo com o seu nome e não como meu! Se possível diga em voz alta para que o universo entenda.

“Diorman, não existe nenhum ladrão de tempo, e muito menos o tempo é um ladrão. O que existe na verdade, é a sua mente, que deixa o tempo voar enquanto você questionar o inquestionável e reclama do irremediável. O tempo não é um ladrão! O tempo é seu amigo! E um amigo que te presenteia o tempo todo, com segundos, minutos e até mesmo horas, e assim se formam dias, semanas, meses e anos.”

Eu levei 25 anos para entender isso, mas cada um tem o seu tempo e o “Tic-Tac” do meu tempo não é o mesmo que o seu. Talvez você já tenha mais de 25 anos e esteja lendo isso agora, ou é bem possível e o mais provável que você tenha menos de 25 anos.

O verdadeiro objetivo de compartilhar isso com vocês não é que eu queira desesperar você, não, de forma nenhuma! O objetivo que eu realmente quero através desse texto gigante é que você independente da idade, entenda, que cada segundo é valioso, e que ele pode e vai passar na maioria das vezes sem que você sinta. Então faça valer cada um desses segundos, o cronômetro da vida não é progressivo e sim regressivo e o tempo pode estar acabando.

E caso você aprenda como colocar em prática alguma dessas várias coisas que eu disse acima, por favor, entre em contato comigo e me ensine, por que eu sou tão falho quanto qualquer outro ser humano.

Muita luz e acima de tudo, muito amor no coração de todos vocês que conseguiram e tiveram paciência para chegar até aqui. E lembre-se sempre…

“A única forma de conseguir o impossível é acreditando que é possível” Alice No País Das Maravilhas





Fui em Roraima nascer, em Minas Gerais crescer e em São Paulo ser alguém, sou designer de moda, pós graduado em comunicação e marketing em mídias digitais por formação, blogueiro desde 2006 por um feliz acidente do destino, viciado em café, adoro conversar, ouvir historias e dar conselhos.

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