Programação da sexta edição do evento tem espetáculos, oficinas, ciclo de debates, lançamentos de livros e mostra de filmes

Artistas e companhias da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Uruguai apresentam seu trabalho autoral em mais uma edição do Dança à Deriva 2019 – 6ª Mostra Latino-Americana de Dança Contemporânea.

O evento acontece de 16 a 27 de outubro, no Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo (CRD SP) e é coordenado e idealizado pela produtora e ativista cultural Solange Borelli. Toda a programação é gratuita, com ingressos distribuídos com 30 minutos de antecedência.


Confira abaixo a programação completa: 
21 de outubro (segunda-feira)

19h – ABERTURA DA MOSTRA

“SILENCIO”, DA COMPAÑIA INNCORPO DANZA CONTEMPORÁNEA (Colômbia)

A dança como um veículo da própria dança, como uma porta para outras dimensões e novos mundos.

Dança como um veículo que me transporta. É por isso que cheguei a ela, porque é minha porta e meu veículo. Um corpo transbordou de sangue que quer dançar, um corpo assombrado na ponta de um tambor e violinos.

O dançarino e o músico como sincronia dissonante, o ritual do corpo com a música, um silêncio no tempo. ‘Silêncio’ é uma performance de dança, um solo inspirado nas obras coreográficas de Anne Teresa de Keersmaeker.

Concepção, Direção e Interpretação: Jhonny Caicedo. Duração: 20 minutos.

19h30 – “MENSAGENS DE MOÇAMBIQUE”, DA TAANTEATRO COMPANHIA (Brasil-Moçambique)

Mensagens de Moçambique tematiza a luta pela soberania e autorrealização humanas face à herança colonial portuguesa em um país Africano. Aborda aspectos da colonização, ancestralidade e fluxos migratórios, e funde a dança contemporânea com danças e rituais moçambicanos.

A investigação coreográfica abrange: a imersão em práticas ritualísticas ancestrais realizadas em comunidades rurais de Chibuto (Moçambique); o estudo de danças tradicionais moçambicanas;  e o estudo de textos e fontes audiovisuais históricas (como hinos, sons de paisagens naturais e de animais, músicas moçambicanas e portuguesas, textos e discursos políticos, como de Samora Machel – ex-presidente de Moçambique, entre outros).

Dança, timbila, tambor: Jorge Ndlozy. Dramaturgia, texto, cenário, figurino: Wolfgang Pannek e Jorge Ndlozy. Direção coreográfica: Maura Baiocchi. Música original: Gustavo Lemos. Trilha sonora: Wolfgang Pannek. Concepção e Operação de luz: Mônica Cristina Bernardes. Produção: Wolfgang Pannek e Mônica Cristina Bernardes. Duração: 50 minutos.

20h30 – SOLENIDADE DE ABERTURA

21h – “VICHA – LA MÁQUINA SENSIBLE”, DO COLECTIVO PITA TORRES (Argentina/Chile)

Era um corpo preso em seu próprio corpo… ‘VICHA – La Máquina Sensible’ é uma peça de dança que trabalha em solidão, estabelecendo um evento entre a interpretação do movimento e a musicalidade.

Vicha é um corpo solidário com a história de outro corpo, que de maneira inconsciente e às vezes consciente se mobiliza para instalar uma memória tão próxima quanto a fragilidade da morte de um ente querido, fraturando uma biografia e transformando-a em testemunho, para lembrar: conserte e tente fechar ciclos para avançar, onde o duelo se manifesta em rituais que geralmente não compensam a dor da perda.

Se o corpo que narra tivesse voz, eu diria: “Quero me aproximar dela, seja ela, nos torne um, dê vida a um corpo que não está no palco”.

Idealização, Direção e Interpretação: Pita Torres. Assistência de Direção: Jairo Urtubia. Apoio editorial: Isolda Torres. Desenho sonoro e iluminação: Marco Zambrano. Desenho de vestuário: Seudo-Artista; Produção: Isolda Torres. Registro Fotográfico: Gabriel El gato Ducros. Duração: 40 minutos.

22 de outubro (terça-feira)
10h – LABORATÓRIOS E OFICINAS
15h – CONVERSATÓRIOS “ATOS DE FRUIÇÃO”
17H30 – “Z.I.G.O.T.O – PRIMEIRA CÉLULA DE UM NOVO SER”, DE PATRÍCIA PINA (Brasil)

Zigoto ou Ovo é a célula diploide resultante da união dos núcleos de duas células mutuamente compatíveis.

É o produto da reprodução sexuada. Zigoto é a célula formada pela fusão dos gametas masculino e feminino, e que dará origem, por diferenciação e embriogênese, ao novo ser da espécie, primeiramente em forma de embrião.

A performance solo, busca tensionar no público questionamentos sobre o poder dos gêneros, luta de forças entre os sexos, supremacia de um perante o outro ou igualdade de importância na existência.

Estimular o “ser original” a construir seus próprios conceitos existenciais; dissociar padrões comportamentais impostos a cada gênero por meio da sociedade. Questionar o meio diante da importância igualitária entre homens e mulheres. Feminismo? Sim, feminismo declarado defensor da liberdade na amplitude do sentido, igualdade social política e econômica. 

Direção e Participação especial: Black Escobar. Intérprete criadora: Patrícia Pina Cruz. Desenho de Luz: Cleisson Ramos. Cenário e Figurino: Patricia Pina Cruz. Trilha Sonora: Thiago Gondim e DJ Selva. Duração: 70 minutos.

19h – “BOCUDA”, de NINA GIOVELLI (Brasil)

Bocuda/Big Mouth é um devaneio pré-linguagem de um corpo com desejo de constante atualização. Parte da pergunta “‘o que faz o corpo reagir com prazer e/ou insurreição?” explorando as relações entre o que acontece dentro e fora do corpo. Um programa performativo para falar primeiro e pensar depois, para ativar e partilhar imaginários; uma composição entre realidade palpável, memórias e imaginação. 

Criação e performance: Nina Giovelli. Som: Nina Giovelli e Otávio Carvalho. Música incidental: Total Eclipse of the heart (Bonnie Tyler). Iluminação: Cauê Gouveia. Produção: Thaís Rossi. Acompanhamento Artístico: Sofia Dias & Vitor Roriz. Duração: 35 minutos.

19h50

“SUELTA SU PIEL CUATRO O MAS VECES”, DE AGRUPACIÓN CRISÁLIDA (Argentina)

Solte sua pele quatro ou mais vezes é um projeto de instalação em movimento, onde a ideia de evolução em estágios dos lepidópteros (ovo, lagarta, crisálida, borboleta) está associada, com roupas pessoais pertencentes aos rituais de batismo, comunhão e quinze anos.

Através da fotografia e da dança experimental, esta peça reflete sobre o lugar do corpo da mulher em relação a esses vestidos particulares, sua relação com o tempo e seu poder de transformar.

Uma mulher, três vestidos. Solte sua pele quatro ou mais vezes. Através de uma fendal, o mito da borboleta. Sua vida dura 24 horas, ou talvez não seja assim.

Idealização e Interpretação: Leila Loforte. Fotografia e vídeo analógico: Manuel Ruiz. Assistência coreográfica: Alicia Morey Galantz. Desenho sonoro: Adolfo Soechting. Desenho de luz: Tomas Graziano. Duração: 20 minutos.

20h30 – “FICCIÓN”, DA SOMA – COMPAÑIA DANZA CONTEMPORÁNEA (Argentina)

Ficción é uma experiência singular, visceral, que se expõe e rasga o chão aos pés do público. O espectador participa da cena criando e interagindo, experienciando-a.  A SOMA Compañía de Danza Contemporánea dirigida por Luciano Cejas nasceu em 2012.

Acumula em sua trajetória várias criações como: “Dejar de Ser”, “La Torre” “Podrá la luz encontrarme en la oscuridad” “Los Nadies” ,“Moribundos”, “Ficcion” , tendo realizado turnês nacionais e  internacionais.

Tem como objetivo principal gerar espaços de reflexão acerca da dança em distintos contextos socioculturais. Entende a dança como una prática artística que pode transformar realidades.

Direção Geral e coreográfica: Luciano Cejas. Assistente de direção: Micaela Rivetti. Assistente audiovisual: Nahuel Alejandro Lozano. Designer Gráfico: Yasmin Ailen Gómez.
Intérpretes: Alfonsina Macchi Herrera, Camila San Cristobal, David Gutierrez, Diana Galván, Flavia Basilico, Florencia Ostoich, Magali Nuñez, María Victoria Alfonsín, Micaela Rivetti , Nahuel Alejandro Lozano, Perla Maggi, Sol Morales e Yasmin Ailen Gómez. Duração: 60 minutos.

23 de outubro (quarta-feira)
10h – LABORATÓRIOS E OFICINAS
14h às 19h – MOSTRA DE VÍDEO
15h – CONVERSATÓRIOS “ATOS DE FRUIÇÃO”
17h30 – “AMALGAMA URBANA”, DE PRISMA DANZA CONTEMPORANÉA (COLÔMBIA)

A obra nasce da mistura de três elementos importantes: a memória, a história e a cultura popular da cidade de Tunja-Boyacá, porém mais além do que aquilo que conhecemos. 

Amalgama Urbana resgata a parte intima da história. Habita esses espaços pela dança contemporânea. Reúne três lendas importantes: La Emparedada do Farol das Neves, A lenda de Inés de Hinojosa e a passagem do Claustro de San Agustín.

Comemora as tragédias e conta a história do corpo enamorado e aprisionado, o corpo de poder e de luxúrias, o corpo ou os corpos enjaulados, bêbados mortos-vivos. 

Criação e direção: Marian Mateus Rivera. Direção de Arte: María Paula Falla. Composição Musical: Julián Benavides – Irissintètica. Intérpretes: Diana León e Marian Mateus. Desenho de Vestuário: Rebeca Rocha. Assistente de produção:  Juan David Neira e Julián Rodríguez. Duração: 40 minutos

19h – “VIDA PRÓPRIA”, DE ENTRETANTO DANZA (Colômbia)

Este trabalho nasceu de uma reflexão sobre as emoções que despertam em nós as situações da vida cotidiana: a impossibilidade de nos expressar, a desproporção de nossos sentimentos e as ações repetidas que nos deixam sem sabores.

É um trabalho de dança contemporânea com música original, onde o fio é o papel. Ela nos apresenta sons, cores e texturas que despertam imagens e ideias.

Cada cena transmite uma ideia principal revelada no corpo através de mudanças no ritmo, no tônus muscular e na música, graças às variações timbrais e dinâmicas.

Coreógrafa: Sara Idárraga. Música: La Eterna. Duração: 15 minutos. 

19h30 – “CANCIÓN PERDIDA”, DE ANNIELA HUIDOBRO (México)

Fecho meus olhos e imagino … Eu tento acordar meu corpo do sonho.

Criação e Interpretação: Anniela Huidobro Castro. Trilha Sonora: Grupo los Deakino, Boogarins e Tito. Duração: 20 minutos.

20h – “BESTIÁRIO”, DE LUCIANA HOPPE (Brasil)

Vibração, respiração pelas células, esponja e fluxo interno, pulsação através da água, estrela-do-mar, coluna leve, peixes, anfíbios, lagartos, mamíferos, uma profusão de animais como desdobramento da evolução das espécies contida na evolução humana.

O que nos aproxima dos animais? O que nos aproxima do humano? Somos desdobramento da mesma matéria? Partindo da ideia de que somos uma coleção de animais, os bestiários da Idade Média entram para borrar o limite entre o homem e o bicho provocando uma visceralidade ao movimento.

Coreografia e Direção: Luciana Hoppe. Orientação de Pesquisa: Silvia Geraldi. Trilha Sonora: Haroldo Paraguassú de Souza. Iluminação: Juliana Morimoto. Figurino: Felipe Longo. Apoio: Centro de Referência da Dança de São Paulo (CRD), Departamento de Artes Cênicas da UNICAMP. Duração: 30 minutos.

20h40 – INVITACIÓN, DE SOFIA LANS Y NELSON MARTINEZ (Uruguai |Colômbia)

Como podemos fazer para compor uma dupla sem sermos deixados sozinhos? A partir das danças populares e sociais, Tango, Choke e Salsa, queremos nos levar a experimentar uma dança coletiva. Nós dançamos? Nossa dança social como ponto de encontro e resistência sensível.

Convidam: Sofia Lans (Uruguai) e Nelson Martinez (Colômbia). Artista convidado para o acompanhamento sonoro: Flip Couto. Duração: 50 minutos.

24 de outubro (quinta-feira)
10h – LABORATÓRIOS E OFICINAS
14h às 19h – MOSTRA DE VÍDEO
15h – CONVERSATÓRIOS “ATOS DE FRUIÇÃO”
17h30 – “URROU”, DA CIA. MÔNICA ALVARENGA (Brasil)

Urrou é um trabalho contemporâneo que propõe dialogar com as fronteiras entre dança, teatro e performance, num manifesto ritual, poético e político. O espetáculo é inspirado no culto do Boi Ápis do Antigo Egito e no arcabouço do Bumba Meu Boi, fazendo uma conexão do arcaico com o novo, do antigo com o moderno, do sagrado com o profano.

A pesquisa nasceu durante o curso de formação em Laban e a Arte do Movimento com Denise Telles durante o ano de 2017 e 2018.

A proposta da intérprete é corporificar e não incorporar a figura mitológica e totêmica do Boi. Uma mulher personificando a figura masculina do boi?

Sim. Urrou, vem retratar o empoderamento, a resistência e a força do feminino. Urrou vem retratar a trajetória do Boi na humanidade por meio de um espetáculo abstrato, não-linear.  

Direção Artística: Ederson Cleiton. Direção Coreográfica: Mônica Alvarenga. Criadora Intérprete: Mônica Alvarenga. Produção: Ederson Cleiton e Mônica Alvarenga. Iluminação e Operador de Luz: Ederson Cleiton. Operador de Som: Ederson Cleiton. Assistente de produção: Matheus Leonel. Cenário: Ederson Cleiton. Figurino: Mônica Alvarenga. Maquiagem: Mônica Alvarenga. Duração: 50 minutos.

19h – “SOB A PELE – OXIGEN.AÇÃO”, DE T.F.STYLE (Brasil)

Existo. E, na pele, minha existência concretiza-se em constante relação entre corpo e ambiente, corpo e cidade. Aprisionado, a pele determina meu espaço, delimita minha existência íntima, separa-me do ambiente externo.

Quais sensações meu corpo percebe potencializadas pela cidade? Quais opressões, medos e angústias o ambiente urbano me proporciona? Ao nascer, preencho meus pulmões de ar e, ao morrer, dou minha última expiração. Esta obra busca refletir sobre as várias percepções sentidas, profundamente, sob a pele.

E que, neste momento, visa revisitar a obra com intuito de viabilizar um respiro para a cidade.

Direção Geral e Concepção: Igor Gasparini. Provocações: Isis Gasparini, Robson Ferraz e Thiago Alixandre. Elenco: Arthur Alves, Lucas Pardin, Igor Gasparini, Luiz Paulo Raguza, Marcia Marcos, Maria Emília Gomes, Maju Kaiser e Natália Moura. Figurinos: David Schumaker. Duração: 40 minutos. 

19h50 – “UMA BICI PARA NO MORIR”, DO COLECTIVO UNA BICI (Bolívia)

Uma bicicleta para não morrer é sobre os maravilhosos passeios do passado, aprofunda o relacionamento do corpo e da máquina e revela a atual vulnerabilidade dos ciclistas.

Andar de bicicleta pela memória desses lugares Cochabambinos de bicicleta e gerar um compêndio de imagens que se fundem e são reconstruídas em uma dança que evoca situações de risco, de prazer intenso, de derrotas amargas, de encontros e rostos ao vento.

Habitar a bicicleta, deixar a bicicleta nos habitar, permitindo-nos suspender o tempo para vibrar da infância à velhice. A montagem plácida, a tensão elástica dos pneus, o controle da alavanca e dos corpos prontos para rolar, engatam e estabelecem a fusão intrínseca entre o corpo da máquina e o corpo da máquina.

Criação e Interpretação: Ana Cecilia Moreno, Andrés Huanca, Lucia Herbas. Desenho de Luz: Daniel Abaroa. Seleção Musical Grupal Técnica: Patrick Cuellar. Fotos: M.A. Direção Geral: Ana Cecilia Moreno. Duração: 40 minutos.

20H40 – “COLOMBIA PROFUNDA – MEMORIAS DE UN ETERNO CONFLICTO”, DE S.O.S. PECHA FILMS (Colômbia)

 “E a guerra veio e nunca foi embora, e tirou nosso sorriso, esperança e amor. Ele tirou as expressões mais profundas da alma, até a dança e a festa, levou embora!” Por vivermos em uma sociedade rancorosa e insensível, onde protocolos e normas são mais importantes que equidade e reconciliação. Há um gesto de trégua. Cidadãos armados em reconciliação com a festa, a dança e a sua alma.

Ação performática: Ursula Ramirez. Coreografia: José Luis Rivera Vídeo: Jhonny Caicedo. Duração: 20 minutos.

25 de outubro (sexta-feira)
10h – LABORATÓRIOS E OFICINAS
14h às 19h – MOSTRA DE VÍDEO
15h – CONVERSATÓRIOS “ATOS DE FRUIÇÃO”
17h30 – LANÇAMENTO DE LIVROS E PUBLICAÇÕES
Revista AJEUM
Livro FRAGMENTOS DE UMA ENCRUZILHADA
Livros TAANTEATRO

19h – “PUNCH”, DE PLATAFORMA MONO (Chile)

Impactar, sendo impactado. Somos os loucos da contradição, da possibilidade, aqueles que se chocam em linha reta, incomunicáveis, cansados, alienados.

Aqueles que se perguntam se somos mais humanos ou desejamos. Alimente os poderes, dance as urgências, fuja das possibilidades do futuro, uma resposta às feridas e subjetividades que precisam ser vividas, que precisam se relacionar e ocupar um espaço, aquelas que devoram o mundo enquanto são devoradas por ele.

Evoque fantasmas e presenças insatisfeitas com a falsa ideia de que as coisas estão em paz

Concepção e Interpretação: Jose Urrea Silva. Desenho de luz:  Nicolás Jofré. Duração: 20 minutos.

19h30 – “MEMÓRIA RETORCIDA” DE ANNIELA HUIDOBRO (México)

A memória do meu corpo, dos meus genes, do que eles dizem que eu deveria e não deveria ser, ou como me vestir. Reminiscências sociais e culturais que exigem uma definição. No caso, existe apenas um modelo? Rap, roupas folgadas, death metal, também são espaços para ela? Mas quem é ela? Será que minha memória está corrompida? …

Concepção e interpretação: Anniela Huidobro. Duração: 15 minutos. 

20h – “PROSTÍBULO POÉTICO” – LABORATÓRIO – PITA TORRES (Chile)

Somos um ritual de poderes ocultos em sua origem, um círculo elementar, uma agitação curiosa, uma germinação agonizante, por isso estamos vivos e em cada vida vamos morrer. Desconstrua a beleza, nossos corpos, nossos relacionamentos e amor. (Stella Díaz Varìn).

Trinta minutos em que atrizes, atores, músicos, dançarinos estão agitados, procurando um prazer individual e coletivo ao ritmo de uma música tocada pelo DJ. Trinta minutos, em que o público se move para ativar seu desejo, recebendo inquietação – obsessão pelo intérprete.

Mais trinta minutos onde espectadores e espectadores têm a oportunidade de escolher e comprar por apenas 1 real o artista que mais gostam, gerando uma plataforma de relacionamento, onde você vem, eu venho e algo acontece “o evento”, como é que vamos viver? esse espaço onde estamos? Como nos relacionamos? Como estamos juntos nesse lugar?

Resultado Cênico das experiências obtidas no processo de imersão do Laboratório ‘PROSTÍBULO POÉTICO’. Duração: 40 minutos.

20h50 – “LA ESCONDIDA”, DE FRANKLIN DÁVALOS DANZA CONTEPORANÉA (Equador- Peru)

Trabalho de dança contemporânea que explora a psicologia de uma mãe através do filho entregue para adoção no nascimento. Trabalho autobiográfico que eleva a reconciliação do homem com sua feminilidade através do diálogo com sua origem biológica e a necessidade de uma reelaboração do conceito de “mãe” em nossa sociedade.

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