Neste último final de semana, nos dias 18, 19 e 20 de outubro, aconteceu em São Paulo a 1ª Edição da Horror Expo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi localizado na Zona Norte de São Paulo.

O intuito desta feira é reunir num único lugar grandes nomes do gênero do Horror/Terror, nos campos do Cinema, TV, Séries, Literatura, Comics, Videogames, Serviços de Streaming, Música e Cultura Pop.


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Um dos principais objetivos seria proporcionar aos visitantes um contato direto com empresas através de palestras, workshops e shows musicais relacionados ao tema.

Pude conferir pessoalmente o evento, e acabei observando alguns detalhes que refletem escolhas um tanto questionáveis por parte da produção, tais como:

– O que levaria um evento com temática Horror/Terror a não ter nenhuma fiscalização ou revista de mochilas? E as fantasias dos cosplayers?
– O que levaria um evento, cujo valor do ingresso não é barato (em torno de R$170 no ingresso solidário ou meia entrada), a não ter estandes com uma estrutura mais adequada para os próprios expositores?
– O que levaria a curadoria que selecionou os Artistas Expositores a escolher profissionais cujo trabalho não tinha relação com a temática do evento?

Vou parar de questionar por aqui para poder explicar por que me importei tanto com esses detalhes. Vamos começar com a segurança, que logo de cara notamos ser inexistente.

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Não houve nenhum tipo de revista. Sabendo que parte do medo que sentimos dos filmes de terror se deve pela presença de objetos cortantes e perfurantes, que comprometem a vida das pessoas, e que haveria pessoas fantasiadas no evento, não parece importante que haja uma revista?

E contando que neste mundo existem pessoas com umas ideias paranoicas na cabeça, sem o controle do que entra ou sai das portas do evento, onde acha que isto poderia parar? Fiquei realmente com medo de me encontrar num lugar que poderia estar colocando a minha vida, e a de muitos, em risco.

Sobre o segundo ponto, pra você que não sabe, os valores dos ingressos – não só do ingresso, mas é o que todo visitante espera – precisam estar condizentes com a estrutura fornecida pelo evento. O dinheiro que arrecadam não só com ingressos, mas com expositores, artistas, ou com o próprio patrocinador, precisam pagar uma estrutura adequada.

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O Pavilhão de Exposições Anhembi é incrível no geral, mas os estandes em que os expositores como Warner, Comics, entre outros, foram alocados, não estavam nem um pouco compatíveis com o valor que foi pago.

Por último questiono a curadoria: por que colocar artistas cujas obras não têm a ver com o tema principal? Vi artistas incríveis com desenhos super maravilhosos, alguns deles eu até conhecia, mas sei que não têm relação nenhuma com o tema Horror e Terror.

As mesas desses artistas estavam vazias. Não que as pessoas não parassem para admirar, mas o problema foi A – P – E – N – A – S admirar. O que causa um certo desconforto, e se causou a mim, imaginem como ficou o artista!

Foto Divulgação – Carol Dias (@caroldias_fotografia)

Sem mais delongas, concluo que, para os próximos anos seria bem bacana pensarmos no que listei acima para um melhor aproveitamento do evento pelo cliente. O estande da Prevent Sênior – Patrocinador do evento, estava incrível, mas existiam outros que precisam de algo um pouco maior, talvez para que as pessoas dessem mais atenção.

*Texto revisado por Larissa R. Diniz (@laridiniz0)

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